Malomar Lund Edelweiss

“Sempre há uma analogia entre o psíquico e o somático, porque nenhum pode viver sem o outro.”

O professor Malomar Lund Edelweiss nasceu em Santa Cruz do Sul, no dia 11 de janeiro de 1917. Sua vida foi marcada pela experiência da perda de sua mãe aos sete anos de idade. O pai lhe proporcionou as melhores oportunidades de aprender nos colégios religiosos da capital, onde fixou residência.


Já havia finalizado a formação em Direito quando se decidiu pelo sacerdócio. Sua ordenação de presbítero realizou-se no dia 28 de novembro de 1948, na Catedral de Pelotas.

Nessa ocasião, ele recebeu de amigos uma bolsa de estudos em Direito Canônico na Itália. Aproveitou para aprofundar seus estudos em Psicanálise, em Viena. A experiência com Igor Caruso determinou sua trajetória profissional.

Em 1953, continuando com o interesse pelos estudos da Psicanálise, decidiu, junto com grandes amigos, a fundar, na cidade de Pelotas, uma escola superior, a fim de dotar a cidade de um novo centro de cultura. Professor Malomar foi o primeiro diretor da Faculdade Católica de Filosofia.

Nos primeiros anos da Faculdade de Filosofia, o professor Malomar dividia o seu tempo entre a direção da Faculdade e o atendimento aos pacientes que o procuravam no Instituto de Psicologia, fundado por ele.

Continuou desejando ampliar os estudos da Psicologia. Contando com a colaboração e presença de Igor Caruso, ele fundou o Círculo Brasileiro de Psicologia Profunda, em 26 de setembro de 1956.

Em 1960, é fundada a Universidade Católica de Pelotas, tendo como primeiro reitor o professor Malomar.

Nos anos imediatos à fundação, a Universidade dá seus primeiros passos, mas sofre com a ausência do reitor que se transfere para Belo Horizonte por motivos de saúde, pois não se acostumou com o clima úmido e com os rigorosos invernos de Pelotas. Na capital mineira, foi acolhido pelo amigo e antigo colega de Pio Brasileiro, Monsenhor Serafim de Araujo. Professor Malomar fixou-se em Belo Horizonte dando-se, sobretudo, ao trabalho de psicoterapeuta e formando grupos de sacerdotes, médicos e psicólogos que o procuravam com frequência.

Sua atividade de sacerdote, ele a exerceu semanalmente.

Na última fase mineira, o professor se dedicou ao estudo e prática da hipnose no tratamento psicoterápico.

Mesmo residindo em Belo Horizonte, o professor continuou dando assistência e acompanhando os trabalhos e crescimento da Universidade Católica. Em visitas à cidade, ele aproveitava para ministrar cursos de Extensão Universitária, na sua especialidade.

Continuou a cada ano formando novas turmas de grupos de estudos de Hipnoanálise e Hipnoterapia. Os participantes eram médicos de diferentes especialidades, psicólogos clínicos e empresariais.

Faleceu no dia seis de outubro de 2010.

Ditos do professor:

- Deve-se fazer uso das próprias forças para conhecer seus próprios limites.

- Em cada vida deve existir um pouco de confusão e também alguma iluminação.

- Uma das maravilhas do mundo é o abrir dos olhos.

- A comunicação indireta, paradoxalmente, é a forma mais direta para se promover mudanças.

- Se as coisas são expressas inconscientemente, reaja de acordo; se as coisas são expressas conscientemente, discuta-as diretamente.

- A mensagem nunca é aquilo que eu transmito, mas o que o outro entende como tal, não é o que eu penso, mas o que o outro entende.

- Uma boa pergunta facilita uma resposta.

- É mais fácil dar do que dar-se.

- A vida é um eco, se não gosta do que ouve, dê atenção ao que emite.

- A clareza é indício de probabilidade intelectual.